PROCUROU OS LÍMITES
DO PENSAR...
Procurou os límites
do pensar,
os contornos da mente,
as fissuras do sonho.
Tentou realizar-se nas
palavras
e na sabedoria que transmitem.
Foi a lugares onde repousa
o nada,
onde tudo se encerra na
aresta dos nomes
no recinto transparente
em forma de palavras
e na imagem que à
mente fornecem.
Até ao nada onde
vacilam as palavras foi
e no mar da mente o nada
dissolveu-se
nas águas das palavras
e na forma de tudo.
Cobriu o nada com a forma
das palavras
e deu aos nomes o aspecto
da mente,
a aparência de tudo
e a sombra
do sentido e do mundo.
O nada desprendeu-se do
seu nome
e o inverno fez com que
a morte visse,
encerrada na forma das
palavras,
a semente do nada e a essência
de tudo.
Chegou ao nada e com o nada
se confundiu. Confundido
no todo,
com a essência do
nada, com a força
das palavras e o inverno
do sentido.